Enfermeiro único

Significado da prática social do enfermeiro com e a partir do Sistema Único de Saúde brasileiro l Dirce Stein-Backes e outros AÑO 14 - VOL. 14 Nº 4 - CHÍA, COLOMBIA - DICIEMBRE 2014 l 560 ... Para o bom desempenho das atividades administrativas, o enfermeiro participante do Sistema Único de Saúde deve conhecer os programas. A : de governo e os direitos dos profissionais de saúde. B : de formação dos profissionais da saúde. ... O vídeo foi publicado no canal do enfermeiro no Youtube no dia 10 de junho, mas sua viralização se deu no Facebook. Um único post, feito por um perfil pessoal no último sábado (13) acumula cerca de 100 mil compartilhamentos na rede social. GESTÃO: UM DESAFIO PARA O ENFERMEIRO Thalita Sá de Araujo Camacho [email protected] (LATEC/UFF) Resumo: A contribuição do enfermeiro tem sido valorizada para implantar, manter e desenvolver a gestão em saúde. Objetivou-se a relatar sobre a formação do enfermeiro, descrevendo suas competências e destacar a atuação do WEBINAR - O papel do enfermeiro gestor em tempo de pandemia Webinar inserido no programa 'Enfermagem às Quintas' Ler mais. set 24 2020 WEBINAR - Técnicas Dialíticas em tempo COVID Webinar inserido no programa 'Enfermagem às Quintas' Ler mais. Todos Livros ... RESUMO. Objetiva-se, com este trabalho, possibilitar um olhar retrospectivo do papel profissional do enfermeiro no Sistema Único de Saúde brasileiro, bem como compreender o significado de sua prática social neste campo de discussões e significações teórico-práticas. Um Enfermeiro, independentemente do tempo de exercício profissional, é Enfermeiro a partir do momento em que a Ordem dos Enfermeir... 31-08-2020. Partilhar ... A adesão à factura electrónica faz-se através do Balcão Único, em Pedidos – Alteração de dados pessoais – dados gerais ... Isto nao pode ser verdade. É mau de mais.... Marcelo Rebelo de Sousa já falou com Luís, o enfermeiro de Boris JohnsonO Presidente Marcelo Rebelo de Sousa telefonou esta tarde para Londres e 'transmitiu pessoalmente o seu agradecimento ao enfermeiro Luís Pitarma', avança em comunicado na página oficial da Presidência, onde 'agradece também o empenho de todos os profissionais de saúde ... Sistema Único de Saúde e da família na formação acadêmica do enfermeiro Article (PDF Available) in Revista brasileira de enfermagem 62(2) · April 2009 with 34 Reads How we measure 'reads' Acesso ao Balcão Único. 27-06-2018. Partilhar. Com o aproximar do final de mais um ano lectivo, temos a perspectiva de muitos estudantes finalistas dos vários Cursos de Licenciatura em Enfermagem se encaminharem em breve para o mercado de trabalho. ... quer para o seu uso e exercício da profissão de enfermeiro. ...

Minha Mãe está em tratamento de câncer, e fará última quimio, ligaram hoje e começa amanhã (12 sessoes até 2021), Irá frequentar o hospital santa casa a cada 21 dias, há perigos de contaminação? Foi arriscado a decisão do médico? Ainda mais por estar em grupo de risco alto

2020.04.08 02:00 Raizavit Minha Mãe está em tratamento de câncer, e fará última quimio, ligaram hoje e começa amanhã (12 sessoes até 2021), Irá frequentar o hospital santa casa a cada 21 dias, há perigos de contaminação? Foi arriscado a decisão do médico? Ainda mais por estar em grupo de risco alto

Era pra ter iniciado no começo de fevereiro as sessões porém o governo do estado do Paraná negou o medicamento. Depois de entrar com ação no Ministerio Publico aí liberaram. Ligaram as pressas pra ela ontem e já foi na santa casa fazer exames e amanhã vai fazer a sessão. Há algum perigo, contando que é neste hospital o único público da cidade com UTI, onde estão internados os pacientes com suspeita e com covid. Ela disse que a oncologia é longe, separado da uti né. E também por ter ido ontem relatou que não tem mais cadeiras na recepção (sala de espera) e que quem está aguardando fica para fora longe do outro. Ainda sim penso nos enfermeiros, até a recepcionista. Ela vai com todos os cuidados, como sempre foi aliás por conta do próprio tratamento ela já estava em um tipo de isolamento conforme ocorriam as quimios. (após a quimio a imunidade cai e ela precisa evitar contato social para não ter problema com outras doenças, qualquer doença a mais nesse momento pode acarretar em complicações, pois nem certos remédio ela pode tomar por causa das reações em efeito com a quimio)
Enfim, desculpe-me se é só paranoia. mas queria saber de quem pode esclarecer melhor
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2020.04.02 01:03 capybaranaranja Como o mundo cuidará da pandemia de coronavírus A pandemia mudará o mundo para sempre: Pedimos a 12 principais pensadores globais suas previsões. Foreign Policy

*Esse post é o artigo completo da revista Foreign Policy, que serviu de inspiração essa análise em vídeo do Meteoro Brasil, "O Mundo Depois da Crise". (que serve como TL;DR)
Como a queda do Muro de Berlim ou o colapso do Lehman Brothers, a pandemia de coronavírus é um evento de abalar o mundo cujas conseqüências de longo alcance só podemos começar a imaginar hoje.
Isso é certo: assim como esta doença destruiu vidas, perturbou mercados e expôs a competência (ou a falta dela) dos governos, ela levará a mudanças permanentes no poder político e econômico de maneiras que se tornarão aparentes apenas mais tarde.
Para nos ajudar a entender o terreno mudando sob nossos pés à medida que a crise se desenrola, a Política Externa pediu a 12 principais pensadores de todo o mundo que avaliassem suas previsões para a ordem global após a pandemia.
Um mundo menos aberto, próspero e livre
de Stephen M. Walt
A pandemia fortalecerá o estado e reforçará o nacionalismo. Governos de todos os tipos adotarão medidas emergenciais para administrar a crise, e muitos relutarão em renunciar a esses novos poderes quando a crise terminar.
O COVID-19 também acelerará a mudança de poder e influência do Ocidente para o Oriente. A Coréia do Sul e Cingapura responderam melhor e a China reagiu bem após seus erros iniciais. A resposta na Europa e na América tem sido lenta e aleatória em comparação, manchando ainda mais a aura da "marca" ocidental.
O que não vai mudar é a natureza fundamentalmente conflituosa da política mundial. Pragas anteriores não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Pragas anteriores - incluindo a epidemia de gripe de 1918-1919 - não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Nem COVID-19. Veremos um recuo adicional da hiperglobalização, à medida que os cidadãos buscam os governos nacionais para protegê-los e enquanto estados e empresas buscam reduzir futuras vulnerabilidades.
Em resumo, o COVID-19 criará um mundo menos aberto, menos próspero e menos livre. Não precisava ser assim, mas a combinação de um vírus mortal, planejamento inadequado e liderança incompetente colocou a humanidade em um caminho novo e preocupante.
O fim da globalização como a conhecemos
por Robin Niblett
A pandemia de coronavírus pode ser a palha que quebra as costas do camelo na globalização econômica.
O crescente poder econômico e militar da China já havia provocado uma determinação bipartidária nos Estados Unidos de separar a China da alta tecnologia e propriedade intelectual de origem americana e tentar forçar os aliados a seguir o exemplo. O aumento da pressão pública e política para cumprir as metas de redução de emissões de carbono já havia questionado a dependência de muitas empresas de cadeias de suprimentos de longa distância. Agora, o COVID-19 está forçando governos, empresas e sociedades a fortalecer sua capacidade de lidar com longos períodos de auto-isolamento econômico.
Parece altamente improvável, neste contexto, que o mundo retorne à idéia de globalização mutuamente benéfica que definiu o início do século XXI. E sem o incentivo para proteger os ganhos compartilhados da integração econômica global, a arquitetura da governança econômica global estabelecida no século 20 se atrofiará rapidamente. Será necessária uma enorme autodisciplina para os líderes políticos sustentarem a cooperação internacional e não recuarem para uma competição geopolítica aberta.
Provar aos cidadãos que eles podem administrar a crise do COVID-19 comprará aos líderes algum capital político. Mas aqueles que falham terão dificuldade em resistir à tentação de culpar os outros por seu fracasso.
Uma globalização mais centrada na China
por Kishore Mahbubani
A pandemia do COVID-19 não alterará fundamentalmente as direções econômicas globais. Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Por que essa tendência continuará? A população americana perdeu a fé na globalização e no comércio internacional. Os acordos de livre comércio são tóxicos, com ou sem o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, a China não perdeu a fé. Por que não? Existem razões históricas mais profundas. Os líderes chineses agora sabem bem que o século de humilhação da China de 1842 a 1949 foi resultado de sua própria complacência e de um esforço fútil de seus líderes para separá-lo do mundo. Por outro lado, as últimas décadas de ressurgimento econômico foram resultado do engajamento global. O povo chinês também experimentou uma explosão de confiança cultural. Eles acreditam que podem competir em qualquer lugar.
Consequentemente, ao documentar em meu novo livro, Has Won China ?, os Estados Unidos têm duas opções. Se seu objetivo principal é manter a primazia global, ele terá que se envolver em uma disputa geopolítica de soma zero, política e economicamente, com a China. No entanto, se o objetivo dos Estados Unidos é melhorar o bem-estar do povo americano - cuja condição social se deteriorou -, ele deve cooperar com a China. Um conselho mais sábio sugeriria que a cooperação seria a melhor escolha. No entanto, dado o ambiente político tóxico dos EUA em relação à China, conselhos mais sábios podem não prevalecer.
Democracias sairão da sua concha
por G. John Ikenberry
No curto prazo, a crise dará combustível a todos os campos do grande debate sobre estratégia ocidental. Os nacionalistas e anti-globalistas, os falcões da China e até os internacionalistas liberais verão novos indícios da urgência de seus pontos de vista. Dado o dano econômico e o colapso social que está se desenrolando, é difícil ver algo além de um reforço do movimento em direção ao nacionalismo, rivalidade entre grandes potências, dissociação estratégica e coisas do gênero.
Assim como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta. Mas, como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta, uma espécie de internacionalismo obstinado semelhante ao que Franklin D. Roosevelt e alguns outros estadistas começaram a se articular antes e durante a guerra. O colapso da economia mundial na década de 1930 mostrou como as sociedades modernas estavam conectadas e quão vulneráveis ​​eram ao que FDR chamava de contágio. Os Estados Unidos foram menos ameaçados por outras grandes potências do que pelas forças profundas - e pelo caráter do Dr. Jekyll e Hyde - da modernidade. O que FDR e outros internacionalistas conjuraram foi uma ordem do pós-guerra que reconstruiria um sistema aberto com novas formas de proteção e capacidades para gerenciar a interdependência. Os Estados Unidos não podiam simplesmente se esconder dentro de suas fronteiras, mas para operar em uma ordem aberta do pós-guerra exigia a construção de uma infraestrutura global de cooperação multilateral.
Assim, os Estados Unidos e outras democracias ocidentais podem viajar por essa mesma sequência de reações impulsionadas por um sentimento em cascata de vulnerabilidade; a resposta pode ser mais nacionalista a princípio, mas, a longo prazo, as democracias sairão de suas conchas para encontrar um novo tipo de internacionalismo pragmático e protetor.
Lucros mais baixos, mas mais estabilidade
de Shannon K. O’Neil
O COVID-19 está minando os princípios básicos da fabricação global. As empresas agora repensam e encolhem as cadeias de suprimentos multipasso e multinacionais que dominam a produção atualmente.
As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo atacadas econômica e politicamente. As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo afetadas - economicamente, devido ao aumento dos custos trabalhistas chineses, à guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, e aos avanços em robótica, automação e impressão 3D, e também politicamente, devido a perdas reais e percebidas de empregos, especialmente em economias maduras. O COVID-19 agora quebrou muitos desses vínculos: o fechamento de fábricas em áreas afetadas deixou outros fabricantes - assim como hospitais, farmácias, supermercados e lojas de varejo - desprovidos de estoques e produtos.
Do outro lado da pandemia, mais empresas exigirão saber mais sobre a origem de seus suprimentos e trocarão a eficiência por redundância. Os governos também intervirão, forçando o que consideram indústrias estratégicas a ter planos e reservas de backup doméstico. A lucratividade cairá, mas a estabilidade da oferta deverá aumentar.
Esta pandemia pode servir a um propósito útil
por Shivshankar Menon
Ainda é cedo, mas três coisas parecem aparentes. Primeiro, a pandemia de coronavírus mudará nossa política, tanto dentro dos estados quanto entre eles. É ao poder do governo que as sociedades - mesmo os libertários - se voltam. O relativo sucesso do governo em superar a pandemia e seus efeitos econômicos exacerbará ou diminuirá os problemas de segurança e a recente polarização nas sociedades. De qualquer maneira, o governo está de volta. A experiência até agora mostra que os autoritários ou populistas não são melhores em lidar com a pandemia. De fato, os países que responderam cedo e com sucesso, como Coréia e Taiwan, foram democracias - não aqueles dirigidos por líderes populistas ou autoritários.
Este ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência.
Em segundo lugar, ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência. Mas em todas as políticas, já existe uma virada para dentro, uma busca por autonomia e controle do próprio destino. Estamos caminhando para um mundo mais pobre, mais cruel e menor.
Finalmente, há sinais de esperança e bom senso. A Índia tomou a iniciativa de convocar uma videoconferência de todos os líderes do sul da Ásia para criar uma resposta regional comum à ameaça. Se a pandemia nos levar a reconhecer nosso interesse real em cooperar multilateralmente nos grandes problemas globais que enfrentamos, ela terá servido a um propósito útil.
O poder americano precisará de uma nova estratégia
por Joseph S. Nye, Jr.
Em 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia de segurança nacional que se concentra na competição por grandes potências. O COVID-19 mostra que essa estratégia é inadequada. Mesmo se os Estados Unidos prevalecerem como uma grande potência, não poderão proteger sua segurança agindo sozinhos.
Como Richard Danzig resumiu o problema em 2018: “As tecnologias do século XXI são globais não apenas em sua distribuição, mas também em suas conseqüências. Patógenos, sistemas de IA, vírus de computador e radiação que outros podem acidentalmente liberar podem se tornar tanto o nosso problema quanto o deles. Sistemas de relatórios acordados, controles compartilhados, planos de contingência comuns, normas e tratados devem ser adotados como meio de moderar nossos numerosos riscos mútuos. ”
Sobre ameaças transnacionais como o COVID-19 e as mudanças climáticas, não basta pensar no poder americano sobre outras nações. A chave do sucesso também é aprender a importância do poder com os outros. Todo país coloca seu interesse nacional em primeiro lugar; a questão importante é quão amplo ou estreitamente esse interesse é definido. O COVID-19 mostra que estamos falhando em ajustar nossa estratégia para este novo mundo.
A história do COVID-19 será escrita pelos vencedores
por John Allen
Como sempre foi, a história será escrita pelos “vencedores” da crise do COVID-19. Toda nação, e cada vez mais todo indivíduo, está experimentando a tensão social desta doença de maneiras novas e poderosas. Inevitavelmente, os países que perseverarem - tanto em virtude de seus sistemas políticos e econômicos únicos, quanto na perspectiva da saúde pública - terão sucesso sobre aqueles que experimentam um resultado diferente e mais devastador. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia, o multilateralismo e o atendimento universal à saúde. Para outros, mostrará os "benefícios" claros de um governo autoritário decisivo. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia. Para outros, mostrará os "benefícios" claros do regime autoritário.
De qualquer maneira, essa crise irá reorganizar a estrutura internacional de poder de maneiras que apenas podemos começar a imaginar. O COVID-19 continuará deprimindo a atividade econômica e aumentando a tensão entre os países. A longo prazo, a pandemia provavelmente reduzirá significativamente a capacidade produtiva da economia global, especialmente se as empresas fecharem e os indivíduos se separarem da força de trabalho. Esse risco de deslocamento é especialmente grande para os países em desenvolvimento e outros com uma grande parcela de trabalhadores economicamente vulneráveis. O sistema internacional, por sua vez, sofrerá grande pressão, resultando em instabilidade e conflito generalizado dentro e entre países.
Uma nova etapa dramática no capitalismo global
por Laurie Garrett
O choque fundamental para o sistema financeiro e econômico do mundo é o reconhecimento de que as cadeias de suprimentos e redes de distribuição globais são profundamente vulneráveis ​​a interrupções. A pandemia de coronavírus, portanto, não só terá efeitos econômicos duradouros, como também levará a uma mudança mais fundamental.
A globalização permitiu que as empresas cultivassem manufaturas em todo o mundo e entregassem seus produtos no mercado just-in-time, evitando os custos de armazenagem. Os estoques que ficavam nas prateleiras por mais de alguns dias eram considerados falhas de mercado. O suprimento precisava ser adquirido e enviado em um nível global cuidadosamente orquestrado. O COVID-19 provou que os patógenos podem não apenas infectar as pessoas, mas envenenar todo o sistema just-in-time.
Dada a escala de perdas do mercado financeiro que o mundo experimentou desde fevereiro, é provável que as empresas saiam dessa pandemia decididamente envergonhada pelo modelo just-in-time e pela produção globalmente dispersa. O resultado pode ser um novo estágio dramático no capitalismo global, no qual as cadeias de suprimentos são trazidas para mais perto de casa e preenchidas com redundâncias para proteger contra interrupções futuras. Isso pode reduzir os lucros de curto prazo das empresas, mas tornar todo o sistema mais resistente.
Estados mais falidos
por Richard N. Haass
Permanente não é uma palavra de que gosto, como pouco ou nada, mas acho que a crise do coronavírus levará, pelo menos por alguns anos, a maioria dos governos a se voltar para dentro, concentrando-se no que ocorre dentro de suas fronteiras e não sobre o que acontece além deles. Prevejo maiores movimentos em direção à auto-suficiência seletiva (e, como resultado, dissociação), dada a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos; oposição ainda maior à imigração em larga escala; e uma disposição ou compromisso reduzidos para enfrentar problemas regionais ou globais (incluindo as mudanças climáticas), dada a necessidade percebida de dedicar recursos para reconstruir em casa e lidar com as conseqüências econômicas da crise. Muitos países terão dificuldade em se recuperar, com a fraqueza do Estado e Estados falidos se tornam ainda mais prevalentes.
Eu esperaria que muitos países tenham dificuldade em se recuperar da crise, com a fraqueza do estado e os estados falidos se tornando uma característica ainda mais prevalente no mundo. A crise provavelmente contribuirá para a contínua deterioração das relações sino-americanas e o enfraquecimento da integração européia. Do lado positivo, devemos ver um fortalecimento modesto da governança global da saúde pública. Mas, no geral, uma crise enraizada na globalização enfraquecerá ao invés de aumentar a vontade e a capacidade do mundo de lidar com ela.
Os Estados Unidos falharam no teste de liderança
por Kori Schake
Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional. Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional devido ao estreito interesse próprio de seu governo e à incompetência confusa. Os efeitos globais dessa pandemia poderiam ter sido bastante atenuados se as organizações internacionais fornecessem mais e mais informações anteriores, o que daria aos governos tempo para preparar e direcionar recursos para onde eles são mais necessários. Isso é algo que os Estados Unidos poderiam ter organizado, mostrando que, embora seja de interesse próprio, não é apenas de interesse próprio. Washington falhou no teste de liderança e o mundo está em pior situação.
Em todos os países, vemos o poder do espírito humano
de Nicholas Burns
A pandemia do COVID-19 é a maior crise global deste século. Sua profundidade e escala são enormes. A crise da saúde pública ameaça cada uma das 7,8 bilhões de pessoas na Terra. A crise financeira e econômica poderia exceder em seu impacto a grande recessão de 2008-2009. Cada crise sozinha poderia causar um choque sísmico que muda permanentemente o sistema internacional e o equilíbrio de poder como o conhecemos. Isso dá esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
Até o momento, a colaboração internacional tem sido lamentavelmente insuficiente. Se os Estados Unidos e a China, os países mais poderosos do mundo, não puderem deixar de lado sua guerra de palavras sobre qual deles é responsável pela crise e liderar com mais eficácia, a credibilidade de ambos os países poderá diminuir significativamente. Se a União Europeia não puder fornecer assistência mais direcionada a seus 500 milhões de cidadãos, os governos nacionais poderão recuperar mais poder de Bruxelas no futuro. Nos Estados Unidos, o que está mais em jogo é a capacidade do governo federal de fornecer medidas eficazes para conter a crise.
Em todos os países, no entanto, existem muitos exemplos do poder do espírito humano - de médicos, enfermeiros, líderes políticos e cidadãos comuns demonstrando resiliência, eficácia e liderança. Isso fornece esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
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2020.03.16 22:10 mouraobeta Hoje decidi escrever algo sobre o que se tem passado (contém palavrões e é um texto mais bruto, acho que ser contido nas palavras e pedir bom senso não está a funcionar).

Vou ser bruto nas palavras e vão aparecer palavrões ao longo da escrita, mas parece-me que a sensibilidade e o conter-se não leva a lado nenhum. Tampouco acho que o que escrevo vá ter um grande impacto, mas acredito que tenha algum. Há coisas que não se entendem. Custa muito ficar em casa, caralho? Não têm o quarto para limpar? Não podem aprender a cozinhar alguma coisa? Não há series ou filmes para ver? Masturbações a fazer, não há? É que se a vida já vos fode tanto tentem não foder os outros também, eu sei decidir quando me apetece.
É que isto é muito simples, há gente que tem de sair de casa para manter o país a funcionar. Eu trabalho num supermercado, estes não podem fechar, têm uma responsabilidade social com a população onde estão inseridos e não, não podemos ver só a partir do lucro que estão a ter porque acabariam por tê-lo, mais tarde ou mais cedo. A minha mãe trabalha no mesmo sítio que eu e o meu pai trabalha na limpeza das vias públicas e anda nas ruas a apanhar o lixo que a sociedade faz. E vocês estarão, certamente, a pensar que se estão nesses empregos deviam ter estudado e ter procurado mais, mas o mundo não é tão fácil na prática como o é na teoria. Tanto um como o outro emprego não pode parar com o serviço que presta e estão expostos ao vírus, não porque querem ir ao caralho da praia ou ao café, mas porque são empregos que têm responsabilidade social. Tal como os médicos, enfermeiros e os polícias, bem como os outros que estão na frente desta batalha, que são os primeiros a dar a cara, não por opção, mas por dever. Vocês estão a cagar-se para isso e eu sei porquê, no fundo isto é um vírus que mata quem já tem problemas respiratórios e acima de tudo, velhos, por isso que se foda, não é? Se o vírus matasse todos por igual já não havia o tesão de ir à praia porque está bom tempo e porque há que aproveitá-lo. Mas o engraçado é que as pessoas que fazem compras exageradas para caso de emergência são os mesmos que levam os mais velhos das famílias deles e os mais pequenos, que recém começaram a caminhar como já vi, para as filas de 20 pessoas num talho ou peixaria. São também aquelas que me tossem para cima e que não respeitam as marcações feitas no supermercado para manter a distância de segurança.
O que é isto do Corona Party, em Santa Maria da Feira ? Quem pensa que é boa ideia desviar os meios de assistência através de uma falsa chamada de emergência para uma festa, em plena crise pandémica, deve ter atraso mental grave ainda não descoberto ou então come todos os dias antes de sair para ir às compras uma colher de sopa de merda para manter os níveis na cabeça. Já que querem uma festinha temática deviam ser identificados e enviados para os hospitais para ajudar todos aqueles que lutam para travar a pandemia e que trabalham horas a fio, turno atrás de turno, a lutar uma batalha injusta. Visto que querem brincar às temáticas deviam alimentar alguém infectado, podia ser que vos espirrassem ou tossissem para a cara, aí entravam no espírito pandémico que tanto parecem desejar.
Eu até podia não me estar a chatear a escrever isto mas sendo que tenho colegas bombeiros a ser chamados pelo 112 para suspeitas do vírus e que chegam perto da pessoa com sintomas sem o saber até inspirarem aquele oxigénio, se não tivesse colegas, amigos e família que trabalham em profissões que têm de manter o mínimo de coesão social para não virarmos animais selvagens onde tudo vale, se não tivesse familiares nos grupos de risco, se não tivesse noção, como muitos que poderão estar agora a ler isto, então eu não escrevia. Vocês nunca estudaram História, caralho? É que não estamos agora a viver a primeira pandemia, meus meninos... algumas lavram durante anos a fio. Leiam alguma coisa sobre a peste negra ou sobre a gripe espanhola, têm tempo, não? O vosso problema é que pimenta no cu dos outros é refresco e enquanto não estiver a 50 metros das vossas casas não vai ser problema vosso, mas acreditem que o cu se vos vai apertar em breve e o vosso tesão vai diminuir consideravelmente.
E mais vos digo, pedem-vos que fiquem em casa, a coçar os tomates ou onde vos der comichão, e não conseguem fazê-lo, mas não existirão profissionais, instalações e equipamentos para tratar todos, inclusive os vossos entes queridos, depois chorem nos corredores dos hospitais e digam que não são atendidos quando vocês também têm culpa(s) no cartório. Um dos grandes problemas neste mundo do século XXI é que o ego vos faz ter dificuldade em acatar as coisas, porque vocês só fazem o que vos apetece, porque de outra forma estão a ser obrigados e não se pode ir contra as liberdades individuais. E não devem, mas as vossas teimosias individuais estão a permitir que isto se alastre, que por si só é impossível conter de um dia para o outro, mas é possível atrasar, se vocês não forem atrasados. Não, vocês não são um exemplo por ir contra as autoridades, são só parvalhões e imprudentes e podem vir a aprender isso da pior forma possível quando alguém que vos seja importante ficar infectado e, possivelmente, falecer. Vocês agem como se fossem ricos e tivessem capacidade para resolver as coisas com dinheiro, mas a verdade é uma, grande parte dos que vão ler isto não têm meios e vão estar à mercê dos meios existentes, chorem depois pelo leite derramado.
Precisamos olhar uns pelos outros, o governo tarda em fazer alguma coisa decisiva, nos nossos aeroportos continuam os desembarques sem qualquer controle, por isso façam o que vos compete e olhem por vocês e por quem vos é próximo, não sejam egoístas, o caralho do álcool não acaba, façam chamada de Skype e bebam com os vossos amigos e fiquem de ressaca, deixem os bolinhos diários ou o pequeno almoço no café, comam em casa, não podemos dar-nos ao luxo de continuar com os nossos vicíozinhos diários, hoje mais do que nunca é preciso adaptar o comportamento à situação. Troquem a merda dos prazeres a curto prazo pelo prolongamento da vossa e da vida dos outros. Sejam conscientes e acima de tudo, deixem-se de merdas, saiam somente para ir buscar água e comida ou bens essenciais ou vão para sítios sem gente, evitem os contactos próximos, lembrem-se é que não serão os únicos a pensar ir para determinado local porque não costuma ter ninguém. Resumidamente, tenham bom senso e ouçam as diretrizes do governo e da DGS e não os vídeos dos facebookianos entendidos que versam sobre como matar o vírus com recurso a sal e vinagre.
-Terminado-
Protejam-se e protejam! Um bem haja a todos!
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2020.03.15 18:20 kaxinawa-pan As ações normativas do governo federal para enfrentar o problema

Boa tarde, pessoal!
Diante do agravamento da crise do coronavírus, decidi nesta semana transformar as cinco medidas principais que seriam aqui destacadas em um único bloco inteiramente dedicado às mudanças normativas que foram feitas nesta semana pelo governo federal para, em tese, conseguir enfrentar o avanço dos casos de contaminação e transmissão “sustentada” do vírus dentro do país. Um abraço, Breno
Coronavírus: o que o governo está fazendo de fato
A Anvisa definiu regras excepcionais para facilitar a chegada ao mercado de insumos, medicamentos e produtos de saúde relacionados direta ou indiretamente com a tentativa de conter o avanço do coronavírus ou garantir um tratamento eficiente contra o vírus. O processo de certificação de Boas Práticas de Fabricação, condição essencial para que um produto possa obter registro oficial e ser comercializado, agora poderá ser dispensado enquanto durar o período de emergência internacional de saúde pública. As inspeções sanitárias que, em situações normais, são feitas pela Anvisa nas plantas de fabricação de medicamentos, por exemplo, poderão ser substituídas pelas informações prestadas pelas autoridades regulatórias de outros países. A Anvisa também fica autorizada, se for o caso, a usar “mecanismos de inspeção remota”, com videoconferência, por exemplo, em substituição às verificações presenciais.
Essas flexibilizações da Anvisa, no entanto, valerão apenas para petições já registradas na agência reguladora antes da resolução publicada nesta sexta-feira. A exceção será justamente para casos que atendam ao “controle, diagnóstico, prevenção ou tratamento” do novo Coronavírus ou para produtos que sejam essenciais para “manutenção da vida” e que estejam com sua disponibilidade no mercado afetada por “razão comprovadamente ligada ao novo Coronavírus”. Máscaras de proteção e álcool gel são exemplos disso, embora não sejam diretamente citados na resolução da Anvisa.
Nos casos relacionados com o vírus, quando não for possível concluir o processo de certificação nos moldes alternativos agora definidos, a Anvisa ainda assim poderá emitir uma “certificação temporária” para liberar o insumo, medicamento ou produto, desde que o único obstáculo para o registro e comercialização seja a questão da impossibilidade técnica de certificação.
A certificação concedida pela Anvisa por meio desses mecanismos alternativos terá validade de dois anos. Já a certificação temporária valerá enquanto permanecer o quadro de emergência internacional de saúde pública. A validade inicial da resolução da Anvisa é de seis meses, mas sua vigência poderá ser prorrogada caso permaneça o quadro de emergência relacionado ao coronavírus.
Quem tem plano de saúde poderá fazer o teste para detectar eventual contaminação pelo novo coronavírus sem ter de pagar a mais por isso. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) incluiu o exame no listão de procedimentos que as operadoras têm a obrigação de cobrir para seus usuários. No entanto, a cobertura será garantida somente nos casos em que houver indicação de necessidade do teste por um médico. O paciente deve estar enquadrado como “caso suspeito ou provável” da doença Covid-19, segundo definição do Ministério da Saúde. Ou seja, não é qualquer usuário de um plano de saúde que poderá ir atrás de um teste coberto pelo plano, sem que haja uma indicação prévia nesse sentido.
O Ministério da Saúde definiu os procedimentos a serem adotados para garantir o isolamento e, se for o caso, a quarentena de pessoas que tiverem contraído o novo coronavírus. O isolamento dependerá apenas da assinatura de um médico ou da recomendação de um agente de vigilância epidemiológica (desses que visitam as residências). Preferencialmente, o paciente deverá ficar isolado em sua própria residência, por um período de 14 dias (que pode se prolongar por mais duas semanas se necessário). Mas o paciente também poderá ficar isolado em hospitais públicos ou privados, dependendo de seu estado clínico.
Formalmente, não existe a obrigação de o paciente se submeter ao isolamento. Para que o isolamento aconteça, a pessoa terá que assinar um termo de consentimento “livre e esclarecido”, em que atesta que foi informado pelo médico sobre a necessidade de isolamento ou quarentena e sobre “as possíveis consequências da sua não realização”. Uma dessas consequência, conforme a portaria, é que o descumprimento da determinação envolverá a comunicação do caso para a polícia e Ministério Público, e a responsabilização do paciente.
A determinação de quarentena por 40 dias (prorrogáveis) não dependerá apenas da assinatura de um médico. Será preciso um ato formal e devidamente motivado assinado pelo secretário municipal, pelo secretário estadual ou ainda pelo ministro da Saúde. Essa medida deverá ser publicada em Diário Oficial e amplamente divulgada nos meios de comunicação. Pelo que a portaria pontua, enquanto o isolamento tem o objetivo de “separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas”, a quarentena visa a “garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo e determinado”.
A realização de exames, testes e mesmo tratamentos médicos específicos poderão ser feitos de maneira compulsória, bastando indicação nesse sentido por parte de um médico ou de qualquer outro profissional de saúde (enfermeiros, por exemplo). No caso da coleta de amostras clínicas (sangue, por exemplo) ou da adoção de medidas profiláticas, não será necessário nem mesmo essa indicação profissional.
Bens de pessoas físicas e de empresas poderão ser requisitados para auxiliar no enfrentamento do vírus. O mesmo vale para serviços prestados por pessoas e empresas. O alvo mais evidente aqui é o uso de hospitais privados e dos serviços de cobertura de saúde prestados pelas operadoras de planos de saúde. Mas a inclusão de bens e serviços de pessoas físicas deixa esse ponto potencialmente mais amplo - uso improvisado de terrenos ou edificações de propriedade privada, por exemplo, em caso de falta de espaço em hospitais? De qualquer forma, a medida garante “o direito à justa indenização”.
O Ministério da Educação criou um órgão especificamente voltado para avaliar situações de emergência. Embora o texto não trate especificamente da epidemia do coronavírus, a medida se insere nesse contexto. É esse Comitê Operativo de Emergência que irá decidir sobre medidas como a suspensão de atividades escolares na rede federal de ensino. Composto por representantes das principais secretarias do MEC e com assento de oito integrantes das associações de educação dos estados, municípios e das universidades, o órgão deverá gerenciar assuntos "sensíveis" e de "repercussão nacional".
Um pouco de contexto: Vale muito a pena reler a análise feita aqui na newsletter no dia 7 de fevereiro, quando o presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que deu poderes para o governo adotar medidas extremas para conter o avanço do coronavírus - naquele momento, uma ameaça bem menos palpável do que agora.
Todos os órgãos do governo federal, exceto estatais (lista completa aqui), deverão “organizar campanhas de conscientização” dos riscos relacionados ao novo coronavírus e das medidas que podem ser tomadas pelas pessoas para prevenir o contágio e a transmissão da doença.
Os órgãos também estão agora oficialmente orientados a “reavaliar criteriosamente a necessidade de realização de viagens internacionais a serviço” enquanto perdurar o cenário de emergência internacional. Os servidores que viajarem e apresentarem sintomas deverão trabalhar remotamente por 14 dias contados a partir do retorno ao país. Caso a função não possa ser executada à distância, a falta desses servidores deverá ser abonada.
Em relação a eventos “com elevado número de participantes” (a portaria não estabelece um número específico), a realização deles deverá também ser “criteriosamente” reavaliada. Deverá ser considerado não somente o adiamento, mas também a possibilidade de que o encontro ou reunião possa acontecer por videoconferência ou outro meio eletrônico.
O Ministério da Ciência e Tecnologia criou o Comitê de Especialistas Rede Vírus, um “fórum de assessoramento científico de caráter consultivo”. A ideia é que esse comitê sirva para integrar os esforços de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e definição de prioridades de pesquisa relacionados com “viroses emergentes”. A coordenação desse grupo será do secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas. Além dele, farão parte desse pequeno comitê um representante do CNPq e um da Finep, mas a portaria deixa brecha para que o Ministério da Ciência e Tecnologia indique outros membros, caso assim entenda necessário. “Cientistas de notório saber” também poderão ser chamados a participar, como convidados.
Real Oficial: Portaria nº 356, de 11 de março de 2020 (Ministério da Saúde), Resolução Normativa nº 453, de 12 de março de 2020 (ANS), Resolução da Diretoria Colegiada nº 346, de 12 de março de 2020 (Anvisa), Portaria nº 329, de 11 de março de 2020 (Ministério da Educação) Instrução Normativa nº 19, de 12 de março de 2020 (Ministério da Economia) e Portaria nº 1.010, de 11 de março de 2020 (Ministério da Ciência e Tecnologia).
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2019.09.27 18:18 caxorroloko Estou com 21 anos de idade e não sei o que fazer da minha vida profissional (dicas de cursos que envolvam prática, por favor)

Estou com 21 anos de idade, indo pro quinto semestre de enfermagem em uma federal, porém, estou perdido e não sei se é isso que eu quero pra minha vida.
Eu sempre gostei de trabalhos que envolvessem:
-Prática/por a mão na massa;
-Que eu não fosse usar cálculos durante o serviço por conta da minha péssima base em matemática;
-Que fossem ao ar livre (gosto de pegar sol e odeio ficar em local fechado com a porra da luz ligada mesmo estando de dia);
-Que eu me sinta útil.
Desta forma, acabei escolhendo enfermagem devido (ao meu ver) ser um dos únicos cursos superiores que envolvessem prática/por a mão na massa (quem conhecer outros cursos superiores assim, comente, por favor). Entretanto, no decorrer do curso, percebi que no geral, a enfermagem é mais administrativa do que prática e as práticas que tem também não são tão legais como eu pensava. Além disso, acho que eu não me sentiria tão útil trabalhando como enfermeiro, mesmo sabendo que o nosso cargo é deveras importante (para ter um comparativo, quando eu ajudei na obra da minha casa e acabei fazendo a frente com concreto, eu me senti MUITO útil porque eu vi meu trabalho sendo aplicado e concluído com esforço, mas com muita utilidade). Na enfermagem, eu acho que não teria esse sentimento tão visível assim, já que eu apenas administraria a questão dos téc. de enfermagem, lidaria com a parte burocrática e realizaria a prescrição de enfermagem (que serve apenas de auxilio ao bem estar do paciente). Ademais, a profissão é muito desvalorizada, tanto em questão de salário como em questão da consideração profissional.
Enfim, em relação ao que eu falei, qual profissão vocês acham que eu me melhor adaptaria? Sendo sincero, eu acho que seria muito feliz trabalhando como carteiro (sim, como eu já disse, gosto de estar ao ar livre e gosto de caminhaandar de bicicleta/realizar entregas); soldador (acho muito interessante o serviço, envolve bastante prática) ou pedreiro (acho que é a profissão que mais tem a ver com que eu disse acima). PORÉM, algumas dessas profissões citadas são mal renumeradas e/ou na minha cidade não são oferecidos os cursos de capacitação.
Ultimamente estava pensando em odontologia, mas não sei se seria uma boa ideia. Acho tudo interessante, mas ficar sentado realizando os procedimentos, dentro de um consultório e lidando em certos momentos com criança e pessoas com deficiência mental (tenho muita dificuldade para interagir com esses dois grupos) servem como ponto negativo para mim.
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2019.08.17 07:30 taish Minha experiência com SRS, parte 2: a cirurgia e os dias no hospital

Em geral prefiro dar mais tempo, distância e perspectiva para dividir minhas experiências. No entanto, quero aproveitar enquanto está fresca essa fase da recuperação da minha SRS.
Essa é a parte 2 de ?, sem periodicidade definida. Por enquanto estão planejadas a parte 1, sobre a escolha do cirurgião, e a 3, sobre a recuperação em casa.
Este, como qualquer relato, se refere à minha experiência, com o meu cirurgião, nas minhas circunstâncias de saúde, anatomia, etc. Não é de nenhuma forma uma narrativa universal. A intenção, como sói acontecer, é ajudar a preparar outras mulheres que irão passar pela SRS ao fazê-las atravessar esses eventos através do texto. Mesmo que não tenham experiências iguais à minha, haverão pontos de contato; e estar preparada, nesse caso, quanto mais, melhor.
 
Conto que minha cirurgia começou três dias antes, na sexta-feira. A preparação intestinal me dava um pouco de calafrios, pois: 72h de dieta líquida translúcida, que eu lidei com caldo de feijão peneirado, sucos de maçã e laranja, gelatina e três ovos/dia. (Sabia que ovo não deixa resíduo na digestão? Nem eu.) Proteína salvadora: tinha medo de ficar fraca, e ainda tinha que pegar um avião no domingo. Mas nem. Tive um pouco de dor de cabeça, mas nada além disso. E um tanto de mau humor, né, três dias sem comer direito (e já dez sem hormônios) mexe com a gente.
Além da dieta, sexta e sábado foram de tomar laxante. Mmmmm. No fim das contas, até decente, pois me deixou dormir em paz. Aliás, dica: se for comer gelatina, não come as vermelhas, que vai sair vermelho também e é uma visão bem ruim, mesmo sabendo que é só gelatina. Outra dica é esperar passar o "fluxo" pra tomar um banho e hidratar beeem a área do local de saída. Fica ardidíssimo dos ácidos intestinais (ou o que o valha), e essa é a parte mais desagradável; mas me surpreendi com a velocidade de regeneração de um dia pro outro, e acho que manter bem hidratado ajudou.
Intestinos vazios e preparados, viajei domingo pra Florianópolis.
///
Na segunda-feira, acordar cedo, ir pro hospital, fazer check-in, ir pro quarto esperar a hora. Hospital pequeno, só para cirurgias e procedimentos, sem luxo, mas adequado. Logo vem um enfermeiro (muito muso, provável homem mais lindo dessa ilha) medir sinais vitais e botar pulseirinha. Uma hora se passa, muito longa (eu saí de casa cedo demais), até que o cirurgião chega. Conversamos, ele me passa alguns protocolos e ensaiamos: a posição que irei ficar na cama por cinco dias, como me mover pra saidescer dela, como caminhar. Em seguida a cirurgiã auxiliar chega também. Eles seguem para o centro cirúrgico, eu também me preparo e vou logo depois. Muso me leva até a sala de cirurgia. Sou recepcionada por uma médica incrivelmente doce, vamos de mãos dadas até a cama, onde me deito. A anestesista consegue ser ainda mais fofa, segura minha mão e me acaricia os cabelos enquanto faz algumas perguntas e me diz o que vai acontecer em seguida. Sério, esses momentos foram de ternura overload, quis trocar telefone, ficar amiga, casar com elas, sei eu. Sei que me fizeram muito bem, surpreenderam, acolheram e distraíram de um jeito bom.
Olho pra cima e vejo as múltiplas luzes sobre mim. Desde que marquei a cirurgia, cinco meses atrás, senti basicamente de tudo -- ansiedade, euforia e antecipação, principalmente. Mas medo, medo mesmo, esse foi o único instante em toda a história. Não que saiba explicar muito, mas acho normal; simplesmente o frio na barriga de que, ok, isso realmente tá acontecendo, estou prestes a ser reconstruída e reconfigurada e espero que fique tudo bem, talvez esse desconforto da ideia do coma da anestesia geral. Mas não durou mais que uns 30 segundos, também. A anestesista fofa avisou que eu teria uma tonturinha, eu sinto as mucosas da boca ficando estranhas e... geladas? Fecho os olhos e--
Acordo como se tivesse apenas piscado. É bem estranho, como se o tempo não tivesse passado. Tinha alguém na sala comigo, não sei dizer quem era. De alguma forma perguntei se havia corrido tudo bem; tudo, tudo bem. Perguntei também quanto tempo havia ficado em cirurgia, e me assustei com a resposta: mais de 7h30. Confirmei se havia ocorrido alguma complicação -- não, nenhuma, foi tudo certo. Que coisa. Tentaram me levar pro quarto, o cirurgião irrompeu em algum ponto, brabo dizendo que havia avisado que era pra esperar que ele iria junto me levar. Finalmente chegamos, fui passada pra cama, e colocada na posição em que deveria ficar: deitada de costas, coxas bem afastadas, dando o máximo espaço possível para o púbis. Articulação dos joelhos apoiadas em mochinhos pra segurar o peso, pernas dobradas pra dentro pra caber na cama de solteiro. Mandei algumas mensagens curtas por whatsapp, fiquei com minha mãe e tia no quarto, conversando de leve. Não sei bem dizer o que sentia; sair dessa anestesia toda me deixou meio embotada, memória cheia de buracos, sobram flashes. Mas era positivo. Saber que a cirurgia tinha acontecido era uma sensação muito gostosa, mas não ainda aquele cair da ficha.
Daí começou a parte complicada.
Demorei uns dez minutos naquela posição, na cama pequena e de colchão muito duro, pra começar a sentir dor nas costas, comichão por tudo, e a necessidade incrível de me virar, me mexer, ajeitar. Dor no local da cirurgia, nada; mesmo quando senti que a anestesia local foi passando. Mas começou a me dar uma agonia de não poder me mover, e isso eu não estava esperando. Eu sabia que teria restrições de movimento mas não tinha imaginado assim. Não demorou pra me bater um desespero de pensar: não vai dar, eu vou ter que me virar, não vou aguentar, preciso me mexeeeer. Era segunda, e eu teria de ficar naquela posição até sexta. Só o que podia fazer -- e fazia, repetidamente, buscando um alívio momentâneo, e passar o tempo -- era tirar o mochinho de baixo do joelho, esticar a perna lentamente pra fora da cama, ficar assim um instante, recolocar a perna na posição, fazer o mesmo com a outra, e tudo de novo num looping. Senti o pé esquerdo dormente, formigando, parecia inchadíssimo (mas era só sensação). A posição, deitada e sem poder reclinar as costas, não ajudava a usar o telefone, e impediu ver tevê. Fiquei olhando pela (belíssima vista) da janela, tentando não pensar no meu corpo, nem no tempo.
Não dormi na segunda-feira. Passei a noite pedindo sedativos para os enfermeiros, mas nada (compreensivelmente). Cirurgião veio me ver terça de manhã, pedi a ele. Disse que não me daria, pois um sedativo leve não faria efeito, e um suficiente seria pesado demais e eu acabaria saindo da posição que, enfim, é importante manter. Passei o dia muito mal e muito desconfortável. Insisti na visita da noite, ele decidiu me dar um rivotril. Bênção! Dormi a noite toda, mais muitos períodos do dia na quarta-feira.
Na quarta, bastante coisa aconteceu. Pé esquerdo seguia morto, mas parecia um pouco mais sensível. O cirurgião me ensinou a limpar os pontos, o que significou usar um espelho com cabo e me ver pela primeira vez. Me espantei, pois apesar de ultramegainchada, era já tão bonitinha! Fiquei óun de ternura, e lembro que as palavras exatas foram "óun, olha, sou eu". Queria, mas não chorei, prestando atenção no tutorial de higienização. Meu intestino deu sinais de vida (gases!), o que significou que à noite pude reiniciar a dieta líquida. (Até então, não pude tomar nem água; tudo via soro.) Nesse dia também dei meus primeiros passos. Antes: arrastar a bunda e as costas na cama, lentamente pra não mexer o púbis, até o limite da cama. Fazer uma manobra na lateral pra apoiar apenas o cóccix ao sentar, e ficar em pé. (Essa ainda é a forma de deitar e levantar até agora.) Passos, na verdade apenas meios-passos, cuidadosos, um caminhar de pernas abertas feito pato (que também continua até agora). Percorri uns três metros até um sofá, quando me deu uma gigantesca tontura e eu comecei a suar como se tivesse 50°C. Sustinho, mas previsto. "Descansei" sentada no cóccix por um instante, e voltei pra cama. Se bem me recordo, nesse dia o cirurgião me visitou 3 vezes, sempre limpando meus pontos e verificando a cicatrização. Perguntei se tomaria clonazepam outra vez, mas não; achou melhor me dar um relaxante muscular. Efeito acabou sendo nulo e foi outra noite de agonia sem dormir. Precisava reencontrar minha subjetividade, então ouvi uma mixtape de ambient cheia de favoritas. Finalmente chorei, ao ouvir "Above Chiangmai", como esperava. Minha mãe perguntou se era de feliz; assenti. Completava exatos 3 anos e 7 meses de transição, incrível pensar em tudo que mudou na minha vida (agora, de fato, basicamente, tudo).
Na quinta, depois de minhas múltiplas reclamações sobre não-descanso e me sentindo traída, fui prometida rivotril à noite. Foi outro dia péssimo, de dor nas costas e angústia daquela posição. Numa das duas visitas, cirurgião retirou meu molde (também conhecido como packing/tampão -- o enchimento que fica dentro da vagina pra formacicatrizar o canal). Não senti nada; não doeu pra tirar, não me incomodava antes, não tive alívio depois. O catétesonda urinária, aliás, que era uma das partes que mais temia, se revelou ser uma mão na roda, na real. Não senti qualquer incômodo, nem vontade ou sensação de xixi -- simplesmente acontecia. Umas duas vezes senti que precisava fazer, e isso era porque a bolsa tinha de ser esvaziada. Como tinha tirado o molde, não caminhei nesse dia. Evoluí pra dieta pastosa. O pé esquerdo finalmente voltou ao normal, ufa. À noite, o clonazepam resolveu me sacanear. Meio-dormi mas não descansei -- fiquei pesadelando/delirando com cenas agressivas, aceleradas, violentas, que me acordavam constantemente e fizeram a agonia da noite se arrastar. Tipo, PORRA. Foram uns cinco ou seis 'sketches' longos, só lembro de um, em que fazia um artigo pra faculdade cartografando com agulhas todos os pontos do meu corpo que doíam (o único que não doía era o local da cirurgia). Noiadíssima. Aparentemente, isso é algo que pode acontecer? Nunca tinha tomado rivotril antes (nem feito qualquer cirurgia, ou baixado hospital, tudo muito novidade por aqui). Enfim, outra longuíssima e exaustiva noite.
Na manhã de sexta, a cirurgiã auxiliar veio me ver bem cedo; me examinou, caminharíamos, e se fosse tudo bem, receberia alta. Foi tudo bem, várias voltinhas pelo quarto, sem tontura. Tive alta no começo da tarde. Cena bacana: sentar na 'ponta' da bunda pra levantar e me vestir, olhar pra baixo, e não ver nada no meio das pernas. Momento ooooooh isso é novo, isso é bom, isso é muito muito bom, aquele sorriso que brota, meio besta, o cérebro mezzo "wait-what?" mezzo "arram, confere com o que tá escrito aqui no mapa, segue o baile". Confesso que depois de cinco dias deitada, tendo dormido quase nada, tava meio temerosa de passar mal caminhando até o carro; me apoiei no braço do enfermeiro-muso, procurando focar na tarefa e não pensar bobagem. Mas foi tudo super bem. Pena que não tinha como me despedir de todo o staff, em geral muito querido e atencioso. Não sei exatamente como venci os cinco dias/quatro noites de internação -- acho que venci porque tinha que vencer, né, que outra opção real haveria. Enquanto houvesse de onde tirar obstinação pra permanecer no raio da posição, eu insistiria. Que bom que consegui. Não é pra assustar ninguém, esse relato; faria tudo de novo sem pensar duas vezes. Mas estejam mentalmente preparadas pra essa possibilidade ou adjacências, e quem sabe, aprendam meditação. Foi a única coisa que pensei que talvez pudesse ter me ajudado.
///
Vou deixar pra falar da fase de recuperação seguinte, no apto, num outro momento, mas pra tranquilizar: na hora em que pude deitar numa cama confortável, de casal, com espaço e bons travesseiros pra apoiar a cabeça e as pernas, tudo ficou 23899237% melhor. Tô cracaça de dormir de barriga pra cima agora, durmo a noite toda um sono ótimo (exceto que a bexiga me acorda pra ir fazer xixi, estou tendo de lidar com essa novidade (nunca fui de acordar no meio do sono pra ir ao banheiro, espero que isso passe quando pude voltar a dormir na posição favorita)). Acho que o caos todo foi mesmo o raio da cama extremamente terrível do hospital, e a falta de espaço pra ajeitar adequadamente as pernas.
 
A frase que gravei e trago como mantra, passada por alguém que esteve nessa situação antes de mim, é: SRS não é um evento, é um processo. Faz uns cinco/seis anos que leio tudo que é relato sobre a cirurgia, então não sei se posso dizer que não sabia -- mas certamente venho me surpreendendo ao passar pela recuperação. É realmente ir construindo, trabalhando, terminando essa genitália reconstruída; acompanhar sua evolução, encarar percalços e dificuldades e imperfeições, enfrentar ansiedades de querer estar pronta, ir pra vida. Mas faz parte, e também cheio de bons momentos, descobertas muito gratificantes, e poxa, é um conquistar de sonho que vai se cristalizando. A ficha aquela não caiu por inteiro, vem aos poucos; às vezes me invade essa coisa boa, sensação de que essa disforia se foi, apesar de que não pude testar direito, na vida lá fora ainda -- mas quando imagino, é bem como me imaginava antes, confortável comigo, pronta pra tudo, aberta pra vida. Mas falamos mais sobre isso mais adiante, quando eu tiver coisas mais factíveis pra trazer.
Partes 1 e 3 do relato em breve. <3
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2018.12.29 18:18 sorvetegatinho A causa secreta

Garcia, em pé, mirava e estalava as unhas; Fortunato, na cadeira de balanço, olhava para o teto; Maria Luísa, perto da janela, concluía um trabalho de agulha. Havia já cinco minutos que nenhum deles dizia nada. Tinham falado do dia, que estivera excelente, - de Catumbi, onde morava o casal Fortunato, e de uma casa de saúde, que adiante se explicará. Como os três personagens aqui presentes estão agora mortos e enterrados, tempo é de contar a história sem rebuço.
Tinham falado também de outra coisa, além daquelas três, coisa tão feia e grave, que não lhes deixou muito gosto para tratar do dia, do bairro e da casa de saúde. Toda a conversação a este respeito foi constrangida. Agora mesmo, os dedos de Maria Luísa parecem ainda trêmulos, ao passo que há no rosto de Garcia uma expressão de severidade, que lhe não é habitual. Em verdade, o que se passou foi de tal natureza, que para fazê-lo entender é preciso remontar à origem da situação.
Garcia tinha-se formado em medicina, no ano anterior, 1861. No de 1860, estando ainda na Escola, encontrou-se com Fortunato, pela primeira vez, à porta da Santa Casa; entrava, quando o outro saía. Fez-lhe impressão a figura; mas, ainda assim, tê-la-ia esquecido, se não fosse o segundo encontro, poucos dias depois. Morava na rua de D. Manoel. Uma de suas raras distrações era ir ao teatro de S. Januário, que ficava perto, entre essa rua e a praia; ia uma ou duas vezes por mês, e nunca achava acima de quarenta pessoas. Só os mais intrépidos ousavam estender os passos até aquele recanto da cidade. Uma noite, estando nas cadeiras, apareceu ali Fortunato, e sentou-se ao pé dele.
A peça era um dramalhão, cosido a facadas, ouriçado de imprecações e remorsos; mas Fortunato ouvia-a com singular interesse. Nos lances dolorosos, a atenção dele redobrava, os olhos iam avidamente de um personagem a outro, a tal ponto que o estudante suspeitou haver na peça reminiscências pessoais do vizinho. No fim do drama, veio uma farsa; mas Fortunato não esperou por ela e saiu; Garcia saiu atrás dele. Fortunato foi pelo beco do Cotovelo, rua de S. José, até o largo da Carioca. Ia devagar, cabisbaixo, parando às vezes, para dar uma bengalada em algum cão que dormia; o cão ficava ganindo e ele ia andando. No largo da Carioca entrou num tílburi, e seguiu para os lados da praça da Constituição. Garcia voltou para casa sem saber mais nada.
Decorreram algumas semanas. Uma noite, eram nove horas, estava em casa, quando ouviu rumor de vozes na escada; desceu logo do sótão, onde morava, ao primeiro andar, onde vivia um empregado do arsenal de guerra. Era este que alguns homens conduziam, escada acima, ensangüentado. O preto que o servia acudiu a abrir a porta; o homem gemia, as vozes eram confusas, a luz pouca. Deposto o ferido na cama, Garcia disse que era preciso chamar um médico.
Garcia olhou: era o próprio homem da Santa Casa e do teatro. Imaginou que seria parente ou amigo do ferido; mas rejeitou a suposição, desde que lhe ouvira perguntar se este tinha família ou pessoa próxima. Disse-lhe o preto que não, e ele assumiu a direção do serviço, pediu às pessoas estranhas que se retirassem, pagou aos carregadores, e deu as primeiras ordens. Sabendo que o Garcia era vizinho e estudante de medicina pediu-lhe que ficasse para ajudar o médico. Em seguida contou o que se passara.
Médico e subdelegado vieram daí a pouco; fez-se o curativo, e tomaram-se as informações. O desconhecido declarou chamar-se Fortunato Gomes da Silveira, ser capitalista, solteiro, morador em Catumbi. A ferida foi reconhecida grave. Durante o curativo ajudado pelo estudante, Fortunato serviu de criado, segurando a bacia, a vela, os panos, sem perturbar nada, olhando friamente para o ferido, que gemia muito. No fim, entendeu-se particularmente com o médico, acompanhou-o até o patamar da escada, e reiterou ao subdelegado a declaração de estar pronto a auxiliar as pesquisas da polícia. Os dois saíram, ele e o estudante ficaram no quarto.
Garcia estava atônito. Olhou para ele, viu-o sentar-se tranqüilamente, estirar as pernas, meter as mãos nas algibeiras das calças, e fitar os olhos no ferido. Os olhos eram claros, cor de chumbo, moviam-se devagar, e tinham a expressão dura, seca e fria. Cara magra e pálida; uma tira estreita de barba, por baixo do queixo, e de uma têmpora a outra, curta, ruiva e rara. Teria quarenta anos. De quando em quando, voltava-se para o estudante, e perguntava alguma coisa acerca do ferido; mas tornava logo a olhar para ele, enquanto o rapaz lhe dava a resposta. A sensação que o estudante recebia era de repulsa ao mesmo tempo que de curiosidade; não podia negar que estava assistindo a um ato de rara dedicação, e se era desinteressado como parecia, não havia mais que aceitar o coração humano como um poço de mistérios.
Fortunato saiu pouco antes de uma hora; voltou nos dias seguintes, mas a cura fez-se depressa, e, antes de concluída, desapareceu sem dizer ao obsequiado onde morava. Foi o estudante que lhe deu as indicações do nome, rua e número.
Correu a Catumbi daí a seis dias. Fortunato recebeu-o constrangido, ouviu impaciente as palavras de agradecimento, deu-lhe uma resposta enfastiada e acabou batendo com as borlas do chambre no joelho. Gouvêa, defronte dele, sentado e calado, alisava o chapéu com os dedos, levantando os olhos de quando em quando, sem achar mais nada que dizer. No fim de dez minutos, pediu licença para sair, e saiu.
O pobre-diabo saiu de lá mortificado, humilhado, mastigando a custo o desdém, forcejando por esquecê-lo, explicá-lo ou perdoá-lo, para que no coração só ficasse a memória do benefício; mas o esforço era vão. O ressentimento, hóspede novo e exclusivo, entrou e pôs fora o benefício, de tal modo que o desgraçado não teve mais que trepar à cabeça e refugiar-se ali como uma simples idéia. Foi assim que o próprio benfeitor insinuou a este homem o sentimento da ingratidão.
Tudo isso assombrou o Garcia. Este moço possuía, em gérmen, a faculdade de decifrar os homens, de decompor os caracteres, tinha o amor da análise, e sentia o regalo, que dizia ser supremo, de penetrar muitas camadas morais, até apalpar o segredo de um organismo. Picado de curiosidade, lembrou-se de ir ter com o homem de Catumbi, mas advertiu que nem recebera dele o oferecimento formal da casa. Quando menos, era-lhe preciso um pretexto, e não achou nenhum.
Tempos depois, estando já formado e morando na rua de Matacavalos, perto da do Conde, encontrou Fortunato em uma gôndola, encontrou-o ainda outras vezes, e a freqüência trouxe a familiaridade. Um dia Fortunato convidou-o a ir visitá-lo ali perto, em Catumbi.
Garcia foi lá domingo. Fortunato deu-lhe um bom jantar, bons charutos e boa palestra, em companhia da senhora, que era interessante. A figura dele não mudara; os olhos eram as mesmas chapas de estanho, duras e frias; as outras feições não eram mais atraentes que dantes. Os obséquios, porém, se não resgatavam a natureza, davam alguma compensação, e não era pouco. Maria Luísa é que possuía ambos os feitiços, pessoa e modos. Era esbelta, airosa, olhos meigos e submissos; tinha vinte e cinco anos e parecia não passar de dezenove. Garcia, à segunda vez que lá foi, percebeu que entre eles havia alguma dissonância de caracteres, pouca ou nenhuma afinidade moral, e da parte da mulher para com o marido uns modos que transcendiam o respeito e confinavam na resignação e no temor. Um dia, estando os três juntos, perguntou Garcia a Maria Luísa se tivera notícia das circunstâncias em que ele conhecera o marido.
Contou o caso da rua de D. Manoel. A moça ouviu-o espantada. Insensivelmente estendeu a mão e apertou o pulso ao marido, risonha e agradecida, como se acabasse de descobrir-lhe o coração. Fortunato sacudia os ombros, mas não ouvia com indiferença. No fim contou ele próprio a visita que o ferido lhe fez, com todos os pormenores da figura, dos gestos, das palavras atadas, dos silêncios, em suma, um estúrdio. E ria muito ao contá-la. Não era o riso da dobrez. A dobrez é evasiva e oblíqua; o riso dele era jovial e franco.
" Singular homem!" pensou Garcia.
Maria Luísa ficou desconsolada com a zombaria do marido; mas o médico restituiu-lhe a satisfação anterior, voltando a referir a dedicação deste e as suas raras qualidades de enfermeiro; tão bom enfermeiro, concluiu ele, que, se algum dia fundar uma casa de saúde, irei convidá-lo.
Garcia recusou nesse e no dia seguinte; mas a idéia tinha-se metido na cabeça ao outro, e não foi possível recuar mais. Na verdade, era uma boa estréia para ele, e podia vir a ser um bom negócio para ambos. Aceitou finalmente, daí a dias, e foi uma desilusão para Maria Luísa. Criatura nervosa e frágil, padecia só com a idéia de que o marido tivesse de viver em contato com enfermidades humanas, mas não ousou opor-se-lhe, e curvou a cabeça. O plano fez-se e cumpriu-se depressa. Verdade é que Fortunato não curou de mais nada, nem então, nem depois. Aberta a casa, foi ele o próprio administrador e chefe de enfermeiros, examinava tudo, ordenava tudo, compras e caldos, drogas e contas.
Garcia pôde então observar que a dedicação ao ferido da rua D. Manoel não era um caso fortuito, mas assentava na própria natureza deste homem. Via-o servir como nenhum dos fâmulos. Não recuava diante de nada, não conhecia moléstia aflitiva ou repelente, e estava sempre pronto para tudo, a qualquer hora do dia ou da noite. Toda a gente pasmava e aplaudia. Fortunato estudava, acompanhava as operações, e nenhum outro curava os cáusticos.
A comunhão dos interesses apertou os laços da intimidade. Garcia tornou-se familiar na casa; ali jantava quase todos os dias, ali observava a pessoa e a vida de Maria Luísa, cuja solidão moral era evidente. E a solidão como que lhe duplicava o encanto. Garcia começou a sentir que alguma coisa o agitava, quando ela aparecia, quando falava, quando trabalhava, calada, ao canto da janela, ou tocava ao piano umas músicas tristes. Manso e manso, entrou-lhe o amor no coração. Quando deu por ele, quis expeli-lo para que entre ele e Fortunato não houvesse outro laço que o da amizade; mas não pôde. Pôde apenas trancá-lo; Maria Luísa compreendeu ambas as coisas, a afeição e o silêncio, mas não se deu por achada.
No começo de outubro deu-se um incidente que desvendou ainda mais aos olhos do médico a situação da moça. Fortunato metera-se a estudar anatomia e fisiologia, e ocupava-se nas horas vagas em rasgar e envenenar gatos e cães. Como os guinchos dos animais atordoavam os doentes, mudou o laboratório para casa, e a mulher, compleição nervosa, teve de os sofrer. Um dia, porém, não podendo mais, foi ter com o médico e pediu-lhe que, como coisa sua, alcançasse do marido a cessação de tais experiências.
Maria Luísa acudiu, sorrindo:
Garcia alcançou prontamente que o outro acabasse com tais estudos. Se os foi fazer em outra parte, ninguém o soube, mas pode ser que sim. Maria Luísa agradeceu ao médico, tanto por ela como pelos animais, que não podia ver padecer. Tossia de quando em quando; Garcia perguntou-lhe se tinha alguma coisa, ela respondeu que nada.
Não deu o pulso, e retirou-se. Garcia ficou apreensivo. Cuidava, ao contrário, que ela podia ter alguma coisa, que era preciso observá-la e avisar o marido em tempo.
Dois dias depois, - exatamente o dia em que os vemos agora, - Garcia foi lá jantar. Na sala disseram-lhe que Fortunato estava no gabinete, e ele caminhou para ali; ia chegando à porta, no momento em que Maria Luísa saía aflita.
Garcia lembrou-se que na véspera ouvira ao Fortunato queixar-se de um rato, que lhe levara um papel importante; mas estava longe de esperar o que viu. Viu Fortunato sentado à mesa, que havia no centro do gabinete, e sobre a qual pusera um prato com espírito de vinho. O líquido flamejava. Entre o polegar e o índice da mão esquerda segurava um barbante, de cuja ponta pendia o rato atado pela cauda. Na direita tinha uma tesoura. No momento em que o Garcia entrou, Fortunato cortava ao rato uma das patas; em seguida desceu o infeliz até a chama, rápido, para não matá-lo, e dispôs-se a fazer o mesmo à terceira, pois já lhe havia cortado a primeira. Garcia estacou horrorizado.
E com um sorriso único, reflexo de alma satisfeita, alguma coisa que traduzia a delícia íntima das sensações supremas, Fortunato cortou a terceira pata ao rato, e fez pela terceira vez o mesmo movimento até a chama. O miserável estorcia-se, guinchando, ensangüentado, chamuscado, e não acabava de morrer. Garcia desviou os olhos, depois voltou-os novamente, e estendeu a mão para impedir que o suplício continuasse, mas não chegou a fazê-lo, porque o diabo do homem impunha medo, com toda aquela serenidade radiosa da fisionomia. Faltava cortar a última pata; Fortunato cortou-a muito devagar, acompanhando a tesoura com os olhos; a pata caiu, e ele ficou olhando para o rato meio cadáver. Ao descê-lo pela quarta vez, até a chama, deu ainda mais rapidez ao gesto, para salvar, se pudesse, alguns farrapos de vida.
Garcia, defronte, conseguia dominar a repugnância do espetáculo para fixar a cara do homem. Nem raiva, nem ódio; tão-somente um vasto prazer, quieto e profundo, como daria a outro a audição de uma bela sonata ou a vista de uma estátua divina, alguma coisa parecida com a pura sensação estética. Pareceu-lhe, e era verdade, que Fortunato havia-o inteiramente esquecido. Isto posto, não estaria fingindo, e devia ser aquilo mesmo. A chama ia morrendo, o rato podia ser que tivesse ainda um resíduo de vida, sombra de sombra; Fortunato aproveitou-o para cortar-lhe o focinho e pela última vez chegar a carne ao fogo. Afinal deixou cair o cadáver no prato, e arredou de si toda essa mistura de chamusco e sangue.
Ao levantar-se deu com o médico e teve um sobressalto. Então, mostrou-se enraivecido contra o animal, que lhe comera o papel; mas a cólera evidentemente era fingida.
"Castiga sem raiva", pensou o médico, "pela necessidade de achar uma sensação de prazer, que só a dor alheia lhe pode dar: é o segredo deste homem".
Fortunato encareceu a importância do papel, a perda que lhe trazia, perda de tempo, é certo, mas o tempo agora era-lhe preciosíssimo. Garcia ouvia só, sem dizer nada, nem lhe dar crédito. Relembrava os atos dele, graves e leves, achava a mesma explicação para todos. Era a mesma troca das teclas da sensibilidade, um diletantismo sui generis, uma redução de Calígula.
Quando Maria Luísa voltou ao gabinete, daí a pouco, o marido foi ter com ela, rindo, pegou-lhe nas mãos e falou-lhe mansamente:
E voltando-se para o médico:
Maria Luísa defendeu-se a medo, disse que era nervosa e mulher; depois foi sentar-se à janela com as suas lãs e agulhas, e os dedos ainda trêmulos, tal qual a vimos no começo desta história. Hão de lembrar-se que, depois de terem falado de outras coisas, ficaram calados os três, o marido sentado e olhando para o teto, o médico estalando as unhas. Pouco depois foram jantar; mas o jantar não foi alegre. Maria Luísa cismava e tossia; o médico indagava de si mesmo se ela não estaria exposta a algum excesso na companhia de tal homem. Era apenas possível; mas o amor trocou-lhe a possibilidade em certeza; tremeu por ela e cuidou de os vigiar.
Ela tossia, tossia, e não se passou muito tempo que a moléstia não tirasse a máscara. Era a tísica, velha dama insaciável, que chupa a vida toda, até deixar um bagaço de ossos. Fortunato recebeu a notícia como um golpe; amava deveras a mulher, a seu modo, estava acostumado com ela, custava-lhe perdê-la. Não poupou esforços, médicos, remédios, ares, todos os recursos e todos os paliativos. Mas foi tudo vão. A doença era mortal.
Nos últimos dias, em presença dos tormentos supremos da moça, a índole do marido subjugou qualquer outra afeição. Não a deixou mais; fitou o olho baço e frio naquela decomposição lenta e dolorosa da vida, bebeu uma a uma as aflições da bela criatura, agora magra e transparente, devorada de febre e minada de morte. Egoísmo aspérrimo, faminto de sensações, não lhe perdoou um só minuto de agonia, nem lhos pagou com uma só lágrima, pública ou íntima. Só quando ela expirou, é que ele ficou aturdido. Voltando a si, viu que estava outra vez só.
De noite, indo repousar uma parenta de Maria Luísa, que a ajudara a morrer, ficaram na sala Fortunato e Garcia, velando o cadáver, ambos pensativos; mas o próprio marido estava fatigado, o médico disse-lhe que repousasse um pouco.
Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.
Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento.
Olhou assombrado, mordendo os beiços.
Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranqüilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
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2018.12.14 17:15 Lebronze_James Até que ponto é que isto devia ser permitido?

Parar o SNS? Claro que sim, se o enfermeiro está mal então, logicamente, o resto do povo não deve ter acesso à saude
Sou o único a achar que estes seres já estão a ir longe demais? Até diria que são seres humanos, mas em humanismo eles não têm nada, assumem abertamente e de forma leve que andam a morrer pessoas por causa desta greve, e continuam a executà-la como se tivessem apenas a parar uma fábrica de sapatos, mas não, eles estão a parar o Serviço NACIONAL de Saúde, um pilar essencial de qualquer Estado, nomeadamente desenvolvido, e estão a morrer pessoas por causa disto, por amor de deus, são estas mesmas pessoas que, supostamente, têm como principal objetivo salvar vidas, e não brincar com elas.
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2017.01.20 11:59 crabcarl Greve de Saúde [20jan]

Trabalhadores da saúde cumprem, nesta sexta-feira, uma greve a nível nacional para reivindicar a admissão de novos profissionais, exigir a criação de carreiras e a aplicação das 35 horas semanais a todos os funcionários do setor.
Convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), a paralisação pretende ainda reclamar que terminem os cortes nos pagamentos das horas de qualidade e do trabalho suplementar.
A criação da carreira de técnico auxiliar de saúde é um dos motivos centrais da greve, que pretende ainda a revisão e valorização das carreiras de técnicos de diagnóstico e terapêutica e a garantia de que a carreira de técnico de emergência pré-hospitalar tem de imediato a respetiva revalorização salarial.
É ainda reivindicado o pagamento do abono para falhas e a aplicação do vínculo público de nomeação a todos os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Sobre a exigência da admissão de mais trabalhadores, a Federação de Sindicatos estima que estejam em falta no SNS cerca de seis mil funcionários auxiliares e administrativos.
O pré-aviso de greve abrange todos os trabalhadores de saúde, mas é uma greve destinada a todos os trabalhadores da saúde que não sejam médicos ou enfermeiros, apesar de estes profissionais poderem aderir caso o entendam, segundo explicou à agência Lusa o dirigente da Federação Luís Pesca.
tvi24.iol.pt/sociedade/greve-saude/trabalhadores-da-saude-iniciam-greve-nacional 0:46
A greve dos trabalhadores da saúde está a ter uma adesão de 100% em vários hospitais do norte, centro e Lisboa, disse Luís Pesca, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.
"Na zona norte do país temos o Hospital de Gaia, Hospital Pedro Hispano, de Matosinhos, o Hospital de Barcelos, o Hospital de Guimarães, o São João, o Santo António (Porto) e o Hospital de Chaves com 100% de adesão à greve e apenas a prestar serviços mínimos", disse Luís Pesca.
Segundo a mesma fonte, na zona centro, nos "hospitais dos centros hospitalares de Coimbra, do Baixo Vouga, Douro e Vouga, Leiria, Oeste, Tondela e Viseu também com 100% e apenas a garantir os serviços mínimos".
"O Hospital da Figueira e IPO de Coimbra também a prestar serviços mínimos", referiu Luís Pesca.
Segundo um comunicado enviado na madrugada de hoje, em Lisboa, no turno da noite, os hospitais de Santa Maria e de São José registaram adesões à greve de 80% e 95%, enquanto o Hospital da Estefânia e a Maternidade Alfredo da Costa estavam com 100% de adesão à greve, encontrando-se todos em serviços mínimos.
Já na Grande Lisboa, houve uma adesão de 90% no Hospital Amadora-Sintra e de 100% no São Francisco Xavier e no Beatriz Ângelo (Loures).
No Alentejo, os únicos dados disponíveis sobre a adesão à greve dos trabalhadores da saúde durante a madrugada de hoje eram relativos ao Hospital de Beja, onde foi registada uma adesão de 90%. Do Algarve não foram disponibilizados dados até às 03:00 de hoje.
jn.pt/economia/interiogreve-dos-trabalhadores-da-saude-com-adesao-de-100-em-varios-hospitais-5617218 7:55
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2016.03.18 14:31 evanevy Alguém que perceba de leis?

Olá bom dia.
Sou enfermeiro de profissão e tenho uma situação em mãos que preciso de resolver. Trabalhei durante 2 meses numa empresa xpto, uma empresa de medicina desportiva e do trabalho. Trabalhei prestando serviços de enfermagem, fazia ECGs a atletas medições de alguns parâmetros vitais etc... A empresa quando me chamaram para trabalhar nunca me deu um contrato de trabalho, ficámos apenas com acordos verbais monetários. No entanto, tenho as centenas de emails de serviços que fiz para a empresa. trabalhei apenas 2 meses com eles. Mas nunca fui pago. Enviei um recibo verde para a empresa depois de muita discussão sobre os valores que deveria receber. Confesso que não fui muito cordeal na minha escrita com eles, porque estava saturado das desculpas telefónicas para não me atenderem. deixo aqui uma cópia do que lhes enviei.
Exmo Sr., É lamentável ter de recorrer a estas vias, mas venho por este meio solicitar a vossas excelências que têm até ao dia 15-03-2016 parra proceder ao pagamento da prestação de serviços de enfermagem que prestei à xpto empresa com NIF xyz Tenho vindo a tentar resolver esta situação desde o dia 30/11/2015, onde depois de contactar telefónicamente o sr. xyz, director do departamento de medicina desportiva, o mesmo me indicou que deveria resolver esta questão com o departamento de contabilidade, contactando assim com a sra. xpto, que confirmou por email no dia 3/12/2015 a prestação de serviços no valor de 798€. Enviei no dia 09/12/2015 uma lista da prestação de serviços que prestei à cofihst, lista essa que escrevi recorrendo aos emails de confirmação que a empresa me enviou para proceder à prestação de serviços. A mesma lista encontrava-se ainda incompleta faltando vários dias de serviços que mencionei no email. Esta contagem, mesmo incompleta avaliou a prestação dos meus serviços prestados entre 01-09-2015 e 02-10-215 em 1080.5€, faltando os serviços prestados em Agosto de 2015 e vários outros serviços em Setembro de 2015. Nunca em dia algum faltei a um serviço a esta empresa, cedendo até transporte próprio para a empresa funcionar como me foi pedido por email que tenho como comprovativo. Em momento algum falhei com esta empresa, e a mesma nega-se a proceder ao pagamento dos serviços que prestei. A partir do email anterior a empresa citada neste mesmo documento deixou de me responder por via de email, o Sr xyz deixou de atender os meus contactos telefónicos, e a sra. que atende o telefone xyz contacto do departamento de contabilidade foi instruida, dito pela própria a mim ao telefone, a não transferir as minhas chamadas telefónicas à sra xyz que também não voltou a respondeu a emails ou chamadas telefónicas. Ao ficar exausto com esta situação, no dia 03-02 voltei a contactar o departamento financeiro, que voltou a informar-me que nao tinha autorização para transferir a minha chamada telefónica à sra. xyz, pelo que enviei no mesmo dia um recibo verde no valor de 1100€ para que a empresa procedesse ao pagamento, deixando assim de querer confirmar todos os dias que estavam em falta, e pedindo apenas que a empresa procedesse ao pagamento daquele valor. Na data de Hoje dia 20-02-2016, mantenho-me sem um único contacto por via telefónica ou por via eletrónica por parte desta empresa que se mantém em funcionamento. Deixo claro neste email que tenho todos os emails comprovativos destas situações e os registos de chamadas telefónicas citadas nesta mesma carta. Se o pagamento não for efectuado atempadamente como foi pedido nesta carta, verme-ei forçado a seguir as vias legais disponíveis para tratar da situação.
Lamentavelmente, XYZ
A empresa continua sem me dizer nada e recusa-se a transferir as minhas chamadas telefónicas para o departamento de contabilidade, sendo que apenas atendes quando ligo em anónimo.
Gostava que alguém me dissesse o que posso fazer.
Obrigado reddit e portugueses.
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2015.12.24 11:20 xiken27 Médicos e enfermeiros garantem que caso de morte no São José não é único

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90-Questão de Concurso Técnico em Enfermagem-Sistema Único de Saúde–Princípios do SUS Lei 8.080/1990 O Enfermeiro da Minha Vida - Conceição Queiroz MINHA PROFISSÃO enfermeira UPA Ordem dos Enfermeiros - Portugal - YouTube EnfConcursos - Enfermagem para Concursos - YouTube

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LEGISLAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS (AULA 1) by Sou Concurseiro e Vou Passar. ... Simulado EBSERH Enfermeiro - 100 Questões de Enfermagem by Questões de Concurso Grátis. 50:28. O Sistema Único de Saúde, mais conhecido pela sigla SUS, consiste em uma importante política pública brasileira de atenção à saúde de nossa população. Conteúdos Focados em Concursos de Enfermagem. Aulas direcionadas para você passar no Concurso de Enfermagem da Sua Vida! Conteúdos para Enfermeiros, Técnicos... Samuel é o nome do enfermeiro que a jornalista da TVI recorda com muito carinho por todo o apoio que lhe prestou durante o primeiro e único internamento da sua vida. Questão de Concurso Técnico em Enfermagem - Legislação do SUS Sistema Único de Saúde – SUS Princípios do SUS - Lei nº 8.080/1990 Cargo: Enfermeiro Ano: 2018 Órgão: Pref. Natal/RN ... Webpalestra realizada dia 04/04/2014 com Sandra Rejane Soares Ferreira. Currículo Palestrantes: Teleconsultora TelessaúdeRS Enfermeira do Setor de Monitorame... Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube. O que é o TDAH? Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. Entenda com a Psicóloga Raquel - Duration: 17:44. Psicóloga Raquel Fernandes Shimizu Clínica Henkô 267,089 views